Há empresas para as quais a sustentabilidade é um capítulo separado do negócio. Para uma seguradora, não é.
O seguro existe para que um acidente não destrua uma família, uma doença não feche um negócio, um incêndio não apague vinte anos de trabalho. Num país onde a maioria das pessoas e das empresas ainda não tem cobertura, a coisa mais sustentável que podemos fazer é continuar a fazer aquilo que está no centro da nossa razão de existir:
Não vamos publicar dezassete objectivos. Vamos publicar quatro, com o mecanismo que os torna reais e o número que os torna verificáveis.
A protecção financeira contra choques é um dos mecanismos mais directos de prevenção da pobreza no sistema financeiro. Uma família com seguro de saúde não precisa de vender o carro para pagar uma cirurgia. Uma empresa com um bom seguro de Acidentes de Trabalho não precisa de escolher entre proteger um trabalhador e preservar a sua própria capacidade de continuar a operar.
O seguro de Acidentes de Trabalho é, por isso, mais do que uma obrigação legal. É infra-estrutura do trabalho digno: garante que, quando acontece um acidente, existe protecção financeira para o trabalhador e capacidade para a empresa responder.
Queremos que o seguro cumpra a sua promessa no momento em que mais importa: quando a vida muda de repente.
Um sinistro que não acontece é um edifício que não é reconstruído, materiais que não são extraídos, resíduos que não são produzidos. A prevenção de perdas é conservação de recursos, e é a parte do nosso trabalho de que menos se fala.
Quando o risco o justifica, vamos ao local. Não para procurar motivos de recusa ou agravar prémios, mas para compreender, de verdade, aquilo que estamos a segurar.
É também uma oportunidade para deixar recomendações concretas e por escrito. Recomendações que ajudam a prevenir acidentes, reduzir perdas e evitar muitos prejuízos e dores de cabeça no futuro.
A transição energética traz riscos que ainda ninguém em Angola consegue tarifar com a confiança que os dados exigem: veículos eléctricos, infra-estruturas de carregamento, produção solar descentralizada e armazenamento em lítio.
Podíamos lançar tarifas hoje e descobrir os custos amanhã. Não é assim que trabalhamos.
Estamos primeiro a construir aquilo que torna estes riscos verdadeiramente seguráveis: conhecimento técnico, protocolos de inspecção, peritagem e reparação, critérios de subscrição e uma posição técnica alinhada com os nossos resseguradores.
E vamos publicar o que aprendermos — incluindo aquilo que ainda não sabemos.